domingo, 25 de janeiro de 2009






Apresento-lhes, talvez, a metamorfose em pessoa: MENINA/MOÇA/MULHER.
Ela é todas as formas compactadas em uma e uma em diversas formas. Humor incostante; às vezes, perigoso. Pode fechar o tempo com densas nuvens ou estender o Sol num sorriso estonteantemente radiante.

Pretenciosa ao ponto de vista de outrem; ela por sua vez prefere chamar de "determinação aguda e afiada". Não se sabe ao certo quem está com a razão e antes que isto se torne uma teoria comportamental ou a enquadrem a algum conceito, ela imenda um outro assunto.

Não se acha genial; seria uma tola se pensasse assim. Só os tolos se acham gênios. Digamos que ela é uma pessoa suficientemente interessada e curiosa disposta a aprender. Não importa-se em somar, multiplicar, dividir, e por que não, subtrair conhecimento. Às vezes pensa que a vida pode ser resumida à uma inequação de 1º ou 2 grau. Ou seria uma equação? Ah, cansou! Não quer saber. Quer pulsar.

Impulsividade talvez seja sua "faca de dois gumes". Pensa que é uma qualidade e um ponto fraco ou defeito; chamem do que quiser. Ela não se importa.
Às vezes chego a pensar que é autista. Murmura, reclama, pergunta, discute com ela mesmo, ou com alguém que talvez meus olhos ainda não tenham a sensibilidade para enxergar.

E quando se mete a falar a língua dos gatos? Tem três (se acham mais gente do que gato, por sinal). Na verdade, ela tem o mesmo temperamento dos seus gatos; acho que é a convivência. Mas sim; quando se mete a conversar com eles, se perde em um mundo particular. Acredito que de tanto observá-la, já estou aprendendo a falar tal dialeto.

É minha fiel escudeira. Seja qual for a condição do tempo. Está ali. Falta-lhe um pouco de paciência como a mim também; mas só em alguns momentos. Respirar fundo e contar até 10 é o truque.
Perco as contas quando vou calcular o tempo que nos conhecemos. Talvez seja coisa de vidas passadas. Vai saber desses mistérios...
Temos nossos momentos de divergência; os momentos de TPM dela; os meus momentos de fossa...mas não deixamos que isso abale a estrutura de uma coisa chamada AMIZADE. Temos sede de conhcer o novo, de aprender, errar, acertar.
ELA É O PEDACINHO DE MIM.

O meu anjo da guarda, a minha melhor, fiel e inigualável amiga!
Te amo incondicionalmente Naraiana, Nara, Ana...ou qualquer uma de suas formas e cores! =]

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009





Mas é que todo esse manifesto supérfluo que insistem em reproduzir, me sufoca, me agride. Me obriga a repelir as coisas que não me acrescentam em nada, que não me fazem bem. Não me atrai esse "bem-querer" sensabor.

Quero fugir das pessoas perigosamente normais e de opiniões "prontas" diretamente enviadas via televisão ou modismo.



Entre as palavras proferidas ofensivamente e o silêncio, opto pelo segundo. Esse garante que a minha língua ríspida não fará estrago.
Hoje, o silêncio é a minha melhor fuga.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca."

[Clarice Lispector]


Porque não gosto do superficial, ou é ou não é.
Mas até eu mesma me perco nesse jogo do ser...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Daqui você pode sair diferente do que era quando entrou. Não que eu tenha a fórmula mágica do ser perfeito, mas eu quero te provocar, provocar um turbilhão de pensamentos. Quero que você suba ao palco e mostre quem é você; do que é capaz de fazer. Por isso é que nas fileiras de assentos do meu teatro, eu coloco um monte de preguinhos instigantes e palavras que te ferem, te instigam...


Eu te provoco com metáforas meio amargas, meio doces. Eu te cutuco com verbos e delícias insistentes. Eu te cutuco com desconcertos, sorrisos e confissões inesperadas — todo dia — porque quero que você pense de modo diferente. Quero que você mude aquilo que te aprisiona. Quero que você VIVA, sinta. Quero que você dance do jeito que quiser ao som da canção chamada Liberdade.


Como diz as palavras do meu admirável poeta:

"Temos que ser infiéis às nossas convicções.
Ou não mudaremos nunca."

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Entre uma guerra de nervos e o exercício da paciência.
Entre o desequilíbrio e a breve lucidez.
Entre o não e o sim.
Entre o avance e espere.
Entre o agora e o aguarde.
Entre, entre, entre...
E quando me dou conta, já invadi, já adentrei.
Sempre profundo, nada raso...